Sobrinho de Bolsonaro é preso em operação da Polícia Federal contra atos golpistas

Sobrinho de Jair Bolsonaro, Léo Índio foi um dos alvos da terceira fase da operação Lesa Pátria, deflagrada hoje pela Polícia Federal contra envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes. Agentes da corporação cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa dele.

A notícia é d’O Antagonista. Durante os atos golpistas do dia 8, o primo de Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro publicou em suas redes sociais fotos e vídeos no meio da invasão. Investigado por participação nos ataques, ele solicitou nesta semana gratuidade de Justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF) e anexou uma declaração de hipossuficiência ao processo.

“Não tenho condições de arcar com as despesas decorrentes do presente processo e honorários advocatícios sucumbenciais, sem prejuízo do meu próprio sustento e da minha família, necessitando, assim, da gratuidade de justiça a qual há de abranger a todos os atos do processo”, alegou Léo Índio no documento.

Ele disse à Corte que hoje trabalha como vendedor. No passado, atuou como assessor do vereador Carlos Bolsonaro e ocupou cargos de confiança nos gabinetes do senador Chico Rodrigues e da liderança do PL no Senado Federal, pelo qual recebia um salário de R$ 5,7 mil. Em julho, ele foi exonerado. Ainda em 2022, tentou se eleger como deputado distrital sob a alcunha de Léo Bolsonaro, mas não obteve êxito.

Além disso, como mostramos, o sobrinho de Bolsonaro chegou a mandar mensagens a aliados políticos do Maranhão pedindo abrigo, mas depois mudou de ideia, já que o estado é berço político do ministro da Justiça, Flávio Dino.