Indústria da reciclagem cresce 300% em uma década no RN; fórum discute novas estratégias

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A indústria da reciclagem e de descartáveis do Rio Grande do Norte cresceu mais de 300% na última década e atualmente 18% do lixo produzido localmente é reaproveitado. Os dados são do Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Estado do Rio Grande do Norte (SindRecicla-RN).

Apesar do aumento da reciclagem, ainda há espaço para um crescimento muito maior, segundo a entidade. O percentual de reaproveitamento dos materiais descartados pode chegar a 43% e tornar o estado um dos maiores recicladores do país, segundo a entidade.

As novas estratégias de fortalecimento setorial estão na pauta do 1º Fórum de Reciclagem do RN, que será promovido pelo sindicato nesta quinta-feira (1º), em Natal. O evento ocorre a partir das 9h na Casa da Indústria e conta com apoio da Fiern.

De acordo com o presidente do SindRecicla-RN, Etelvino Patrício de Medeiros, a parceria entre a indústria potiguar da reciclagem e o poder público se tornou referência nacional. Por isso, sindicatos do Ceará e de São Paulo, por exemplo, vão estar presentes no evento, na tentativa de reproduzir a experiência local em outros estados do Brasil.

“O fortalecimento da indústria da reciclagem tem reflexos na economia, no social, na saúde pública e na questão ambiental. Felizmente, os últimos anos foram de avanços nas parcerias com o Poder Público e o crescimento registrado é reflexo disso. Aumentamos em 305% a oferta de empregos diretos e indiretos, o que é muito relevante, principalmente num contexto de crise e recessão”, explica.

Atualmente, o SindRecicla-RN possui 37 associados, que atuam na reciclagem de 180 mil toneladas de materiais por ano, o que corresponde a 18% do lixo produzido no Estado.

Segundo o sindicato, o aumento para 43% de reaproveitamento representaria um ganho de R$ 378 milhões para a economia local.

Para o presidente, o fórum deve ajudar na construção de estratégias com o objetivo de melhorar esse percentual já a partir do próximo ano, para que o setor possa seguir em crescimento, com um ritmo acelerado.

Com informações do G1RN