Flávio Dino autoriza uso da Força Nacional em Brasília para impedir protestos na Esplanada

O ministro da Justiça, Flávio Dino, assinou uma portaria autorizando a utilização da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, entre este sábado e segunda-feira. O objetivo é evitar protestos organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não aceitaram o resultado das eleições presidenciais.

A portaria autoriza a utilização da tropa “na proteção da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes, assim como na proteção de outros bens da União situados em Brasília, em caráter episódico e planejado, nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2023”. De acordo com o Ministério da Justiça, a atuação começa já neste sábado.

“Além de todas as forças federais disponíveis em Brasília, e da atuação constitucional do Governo do Distrito Federal, teremos nos próximos dias o auxílio da Força Nacional. Assinei agora Portaria autorizando a atuação, em face de ameaças veiculadas contra a democracia”, escreveu Flávio Dino no Twitter.

Apoiadores de Bolsonaro seguem acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, apesar de uma diminuição no número de presentes. Nos últimos dias, houve uma convocação para que pessoas de outros estados fossem para Brasília para reforçar as manifestações.

Neste sábado, o ministro da Justiça declarou que estava discutindo com a cúpula da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal providências a serem tomadas contra atos antidemocráticos que ainda ocorrem no país. Apesar da desmobilização de manifantes em algumas capitais, como a registrada pelo GLOBO em Brasília, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que não aceitam a derrota eleitoral têm convocado novas mobilizações.

As condutas podem configurar crimes contra o estado democrático e outros delitos. Já há investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os grupos bolsonaristas que, desde o resultado do segundo turno da eleição, têm realizado atos como bloqueios de rodovias, manifestações no quartel-general do Exército e até mesmo vandalismo na capital federal.

O Globo