Ex-governador da PB vai à Justiça para ficar com guarda do filho após Fantástico mostrar que mãe levou criança para atos golpistas

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) disse nesta segunda-feira (16) ter informado à Vara da Infância que Pâmela Bório, sua ex-mulher, levou o filho de 12 anos do casal para os atos golpistas em Brasília no dia 8 de janeiro.

A ida de Pâmela aos atos golpistas junto com o filho do casal, Henri, foi divulgada pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (15). Ela publicou vídeos nas redes sociais em meio aos atos antidemocráticos.

Pâmela, que foi primeira-dama da Paraíba entre 2011 e 2015, quando se separou de Coutinho, chegou a usar óculos e máscaras na tentativa de evitar os efeitos do gás lacrimogêneo que a polícia atirou contra os invasores. E disse, em um dos vídeos publicados na rede social: “não vamos entregar o nosso país sem luta”.

Um comunicado enviado pela defesa do ex-governador explica que o ex-casal briga na Justiça pela guarda.

“A ação judicial que se discute a guarda de Henri já existe. Inclusive, em primeiro grau, houve sentença condenando a genitora em prática de alienação parental, baseando-se nas provas contundentes apresentadas ao processo. No entanto, em sede de recurso, a relatora reformou a sentença para conceder a guarda compartilhada, alternando a residência do menor a cada 15 dias. Diante desse julgamento em segundo grau, nós recorremos ao STJ, visando que seja reformado o acórdão, para que se mantenha na íntegra a sentença de primeiro grau, no sentido de permanecer a guarda unilateral em favor do genitor. Diante desses últimos acontecimentos, eu só fiz peticionar nos autos informando do grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso”.

Anna Carla Lopes, advogada de Ricardo Coutinho

Procurado, Ricardo Coutinho afirmou que não vai falar sobre o andamento do processo de pedido de guarda para preservar a privacidade do filho.

Após internautas identificarem Pâmela nos atos, o perfil dela no Instagram foi excluído. Em nota a veículos locais, Pâmela afirmou que estava cobrindo a manifestação como jornalista e negou ter levado o filho aos atos.